Entenda o esquema de furto de petróleo que usava fazenda de família do jogo do bicho; MP aponta prejuízo de R$ 6 milhões

Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro dentro de fazenda da família Garcia A investigação sobre o furto milionário de petróleo em dutos que ficavam no haras da Família Garcia, historicamente ligada ao jogo do bicho, aponta que o material era furtado em Guapimirim e distribuído para outros estados. Para o crime dar certo, segundo o Ministério Público, a organização criminosa contava com forte segurança armada. O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Sete pessoas foram presas em operação nesta quinta (22), mas nenhum deles é do clã dos Garcia, mas sim os locatários do espaço. Os dutos da Transpetro passavam pela fazenda da família, onde os criminosos fizeram perfurações clandestinas para realizar o furto. Não há evidências ainda se a família sabia do roubo. Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas. O haras alvo da operação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro, e estava arrendado. De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual. A polícia descobriu “um ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais. O petróleo, por sua vez, era vendido em notas fiscais falsas. Após o furto, o petróleo era transferido para caminhões-tanque adaptados para o transporte do produto. Os veículos circulavam entre estados, o que dificultava o rastreamento e ampliava o alcance da quadrilha, segundo o MP. Em um dos flagrantes citados na denúncia, em junho de 2024, policiais encontraram três caminhões, cada um com 41 mil litros de petróleo, totalizando 123 mil litros armazenados dentro da fazenda. As investigações apontam que o local era protegido por integrantes do grupo fortemente armados. Com um dos suspeitos responsáveis pela segurança, a polícia apreendeu pistola, escopeta, munições e celulares. Além do dano financeiro, o MP ressalta o grave risco ambiental, já que a perfuração irregular de oleodutos pode provocar vazamentos de grandes proporções e comprometer ecossistemas sensíveis, além de infraestrutura considerada estratégica para o país. Os presos Caio Victor Soares Diniz Ferreira Elton Félix de Oliveira Jairo Lopes Claro Leandro Ferreira de Oliveira Patrick Teixeira Vidal Washington Tavares de Oliveira Davison Luis Senhorini

Entenda o esquema de furto de petróleo que usava fazenda de família do jogo do bicho; MP aponta prejuízo de R$ 6 milhões

Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro dentro de fazenda da família Garcia A investigação sobre o furto milionário de petróleo em dutos que ficavam no haras da Família Garcia, historicamente ligada ao jogo do bicho, aponta que o material era furtado em Guapimirim e distribuído para outros estados. Para o crime dar certo, segundo o Ministério Público, a organização criminosa contava com forte segurança armada. O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Sete pessoas foram presas em operação nesta quinta (22), mas nenhum deles é do clã dos Garcia, mas sim os locatários do espaço. Os dutos da Transpetro passavam pela fazenda da família, onde os criminosos fizeram perfurações clandestinas para realizar o furto. Não há evidências ainda se a família sabia do roubo. Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas. O haras alvo da operação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro, e estava arrendado. De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual. A polícia descobriu “um ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais. O petróleo, por sua vez, era vendido em notas fiscais falsas. Após o furto, o petróleo era transferido para caminhões-tanque adaptados para o transporte do produto. Os veículos circulavam entre estados, o que dificultava o rastreamento e ampliava o alcance da quadrilha, segundo o MP. Em um dos flagrantes citados na denúncia, em junho de 2024, policiais encontraram três caminhões, cada um com 41 mil litros de petróleo, totalizando 123 mil litros armazenados dentro da fazenda. As investigações apontam que o local era protegido por integrantes do grupo fortemente armados. Com um dos suspeitos responsáveis pela segurança, a polícia apreendeu pistola, escopeta, munições e celulares. Além do dano financeiro, o MP ressalta o grave risco ambiental, já que a perfuração irregular de oleodutos pode provocar vazamentos de grandes proporções e comprometer ecossistemas sensíveis, além de infraestrutura considerada estratégica para o país. Os presos Caio Victor Soares Diniz Ferreira Elton Félix de Oliveira Jairo Lopes Claro Leandro Ferreira de Oliveira Patrick Teixeira Vidal Washington Tavares de Oliveira Davison Luis Senhorini