Irã nega ter aceitado visita de inspetores da ONU a instalações nucleares atacadas pelos EUA
Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz, no Irã, em 24 de janeiro de 2025 Maxar Technologies/Handout via REUTERS O Irã não realizou nenhuma reunião com a Agência Internacional de Energia Atômica na Suíça, nem planeja permitir que o órgão de fiscalização nuclear da ONU inspecione suas instalações nucleares danificadas pela guerra contra os EUA, afirmou nesta terça-feira (23) o Ministério das Relações Exteriores iraniano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O porta-voz da pasta, Esmaeil Baghaei, disse que não há protocolo para esse tipo de inspeção, acrescentando que o Irã continuará cumprindo suas obrigações atuais como membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear e sob seu acordo de salvaguardas com a AIEA. Ainda segundo Baghaei, os negociadores estão tentando alinhar todas as outras questões e cláusulas entre EUA e Irã antes de começar a negociar a questão nuclear. Ele disse também que as capacidades defensivas e o programa de mísseis de Teerã não serão objeto de negociações com ninguém. A fala de Baghaei vai de encontro ao que disseram na segunda-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu vice, J.D. Vance. Trump afirmou que "todos estão plenamente cientes de que o Irã permitirá grandes inspeções de armamentos atômicos", e Vance disse que Teerã tinha concordado em visitas de inspetores da AIEA às suas instalações nucleares. Agora no g1 Ainda na segunda, o governo iraniano havia dito que não concordou com nada sobre seu programa nuclear durante a 1ª rodada de negociações na Suíça após assinatura do acordo de paz na guerra entre EUA e Irã. A questão nuclear continua sendo uma das mais delicadas entre EUA e Irã neste pós-guerra, tanto sobre a diluição do material radioativo em poder de Teerã quanto sobre as inspeções às usinas iranianas. Porém, ambos os países se comprometeram a resolver esse problema e os demais —como a reabertura do Estreito de Ormuz— em até 60 dias através de múltiplas rodadas de negociações e com a ajuda de mediadores. Ataques de Israel no Líbano são 'linha vermelha' Parente de uma pessoa que desapareceu após bombardeio no sul do Líbano chora em meio aos escombros neste sábado (20) Mohammed Zaatari/AP Photo O embaixador iraniano na ONU em Genebra, Ali Bahreini, afirmou nesta terça-feira que o Irã considera uma "linha vermelha" qualquer novo ataque de Israel no Líbano —no âmbito da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hezbollah. Também nesta terça, duas pessoas morreram no sul do Líbano por disparos de tropas israelenses, segundo a Defesa Civil e a mídia estatal libanesas. Essas foram as primeiras mortes no país atribuídas a Israel nos últimos três dias. Após o ataque no Líbano, o governo iraniano afirmou apenas que "qualquer violação na trégua no Líbano criará obstáculos nas negociações por uma paz definitiva".

Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz, no Irã, em 24 de janeiro de 2025 Maxar Technologies/Handout via REUTERS O Irã não realizou nenhuma reunião com a Agência Internacional de Energia Atômica na Suíça, nem planeja permitir que o órgão de fiscalização nuclear da ONU inspecione suas instalações nucleares danificadas pela guerra contra os EUA, afirmou nesta terça-feira (23) o Ministério das Relações Exteriores iraniano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O porta-voz da pasta, Esmaeil Baghaei, disse que não há protocolo para esse tipo de inspeção, acrescentando que o Irã continuará cumprindo suas obrigações atuais como membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear e sob seu acordo de salvaguardas com a AIEA. Ainda segundo Baghaei, os negociadores estão tentando alinhar todas as outras questões e cláusulas entre EUA e Irã antes de começar a negociar a questão nuclear. Ele disse também que as capacidades defensivas e o programa de mísseis de Teerã não serão objeto de negociações com ninguém. A fala de Baghaei vai de encontro ao que disseram na segunda-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu vice, J.D. Vance. Trump afirmou que "todos estão plenamente cientes de que o Irã permitirá grandes inspeções de armamentos atômicos", e Vance disse que Teerã tinha concordado em visitas de inspetores da AIEA às suas instalações nucleares. Agora no g1 Ainda na segunda, o governo iraniano havia dito que não concordou com nada sobre seu programa nuclear durante a 1ª rodada de negociações na Suíça após assinatura do acordo de paz na guerra entre EUA e Irã. A questão nuclear continua sendo uma das mais delicadas entre EUA e Irã neste pós-guerra, tanto sobre a diluição do material radioativo em poder de Teerã quanto sobre as inspeções às usinas iranianas. Porém, ambos os países se comprometeram a resolver esse problema e os demais —como a reabertura do Estreito de Ormuz— em até 60 dias através de múltiplas rodadas de negociações e com a ajuda de mediadores. Ataques de Israel no Líbano são 'linha vermelha' Parente de uma pessoa que desapareceu após bombardeio no sul do Líbano chora em meio aos escombros neste sábado (20) Mohammed Zaatari/AP Photo O embaixador iraniano na ONU em Genebra, Ali Bahreini, afirmou nesta terça-feira que o Irã considera uma "linha vermelha" qualquer novo ataque de Israel no Líbano —no âmbito da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hezbollah. Também nesta terça, duas pessoas morreram no sul do Líbano por disparos de tropas israelenses, segundo a Defesa Civil e a mídia estatal libanesas. Essas foram as primeiras mortes no país atribuídas a Israel nos últimos três dias. Após o ataque no Líbano, o governo iraniano afirmou apenas que "qualquer violação na trégua no Líbano criará obstáculos nas negociações por uma paz definitiva".

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